FERRARI LUCE ELÉTRICA TEM VENDAS ACIMA DA META ANTES DE SAIR DE FÁBRICA

A Ferrari apresentou o seu modelo 100% elétrico e os puristas decretaram o fim trágico da marca nas redes sociais e na internet. Até alguns especialistas anteciparam a morte da Ferrari e o fracasso do veículo. Mas os resultados em vendas afirmam o contrário. A Ferrari Luce bateu a meta de vendas de 2026 antes mesmo de sair da fábrica. A meta de comercialização descrita é de cerca de 500 carros (ANDRÉ MARINHO – JORNALISTA)

Segundo informe do  Financial Times, a demanda inicial maior vem da China. O preço do carro é de € 550 mil e as entregas começam na Europa, posteriormente chegando a outros mercados. 

A Luce teve o design projetado por Jony Ive, ex-diretor de design da Apple. O desempenho está totalmente de acordo com o padrão da empresa: são quatro motores elétricos, potência máxima de 1.050 cv, bateria de 122 kWh e autonomia superior a 530 km.

esportivo acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e de 0 a 200 km/h em 6,8 segundos, além de atingir velocidade máxima superior a 310 km/h. O conjunto utiliza sistema elétrico de 800 V e suporta recarga rápida de até 350 kW.

A Ferrari divulgou que, até 2030, planeja que 40% de sua linha de veículos seja composta por modelos híbridos e 20% por elétricos. O lançamento do Luce busca dialogar com um novo perfil de consumidores, mais voltado para a eletromobilidade, e não apenas aos já acostumados com os tradicionais motores a combustão da fabricante.

Em relação à Luce, o objetivo é comercializar 2.500 unidades até 2030. Considerando a média de 600 unidades por ano, o total equivale a 5% das metas anuais da Ferrari.

A carroceria de quatro portas, com abertura central, é feita inteiramente de alumínio aeroespacial. Graças ao sistema mecânico compacto, o carro leva cinco pessoas e tem o maior bagageiro já instalado em um modelo da marca. As portas são “suicidas”.

A estética rompe drasticamente com o portfólio atual: faróis e lanternas emergem de painéis escurecidos como “lâminas de luz”, enquanto os limpadores de para-brisa repousam na vertical, alinhados às colunas A — uma solução focada em manter a fluidez perfeita da peça. 

painel de instrumentos atrás do volante consiste em duas telas OLED empilhadas uma sobre a outra, com um ponteiro físico entre elas, servindo como um tacômetro simulado para este carro sem motor. Os indicadores mudam e se transformam conforme você alterna entre os modos de condução. 

A tela central é um OLED de 10,12 polegadas perfurado com vários orifícios para acomodar alguns botões de alavanca robustos e um botão de volume de vidro. O pequeno relógio no canto superior direito pode se transformar em um cronômetro ou uma bússola, com seus ponteiros oscilando de acordo com o modo selecionado. Todo o painel de controle central gira e inclina. Basta puxar a alça grande abaixo e arrastá-lo para onde você quiser. 

É bem verdade que a Ferrari vende híbridos de uma forma ou de outra desde o LaFerrari de 2013, mas o Luce (anteriormente Elettrica) é o primeiro veículo totalmente elétrico da empresa.

Luce definitivamente não é um carro esportivo tradicional, assemelhando-se mais a um SUV em tamanho e formato, com quatro portas e cinco lugares. Não é o primeiro quatro portas da Ferrari; esse título pertence ao SUV Purosangue, mas é a primeira vez que um carro com o cavalo rampante no capô acomoda mais de quatro pessoas.

Ao adicionar mais potência às rodas externas, o Luce consegue fazer curvas com mais agressividade. E, ao modular a potência individualmente, o veículo elétrico pode lidar com mais precisão com situações de baixa aderência, ou até mesmo com a patinagem das rodas em superfícies de alta aderência, o que certamente será um problema, já que 1.035 cavalos de potência são mais do que suficientes para derreter até os melhores pneus.

energia vem de uma bateria de 122 kWh (bruta) localizada na parte inferior do carro, em formato de skate. Ela carrega a uma velocidade máxima de 350 kW e, segundo a Ferrari, oferece uma autonomia de 530 km no ciclo europeu WLTP. Se essa estimativa se confirmar, provavelmente ficará abaixo de 480 km no ciclo EPA, mais rigoroso.

Ferrari ainda não definiu o preço para os EUA, mas em seu mercado doméstico, a Itália, o carro tem preço inicial de € 550.000. Isso o torna o modelo mais caro da empresa, com um preço bem acima dos cerca de US$ 430.000 do Purosangue.

FICHA TÉCNICA

  • Motorização: quatro motores elétricos, um por roda
  • Potência: 1.035 hp
  • Bateria: pacote bruto de 122 kWh
  • Recarga rápida: arquitetura de 800 V e pico de até 350 kW
  • Autonomia: 329 milhas no ciclo europeu WLTP, cerca de 530 km
  • Desempenho: 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, 0 a 200 km/h em 6,8 segundos e velocidade máxima de 310 km/h

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