Aceleramos o T-Cross Highline, versão completa

Nosso teste foi com motor 1.4l, 4 cilindros, com 150 cv de potência

Uma semana a bordo da versão Highline do SUV da Volkswagem, o T-Cross, será que o novo carro da marca alemã tem atributos para incomodar os rivais? (André Marinho – Jornalista)

Visto de cima com o teto panorâmico

Vamos começar pelo motor e câmbio. Nessa versão mais cara (com preços que vão de R$ 109.900 até R$ 126 mil), o motor turbo 1.4l, flex, 4 cilindros em linha, com 150 cv de potência e torque de 250 Nm tem excelente desempenho. Peso do carro  de 1.292 kg ajuda. Nossa avaliação aconteceu na área urbana de Fortaleza, linda capital do Ceará, mas com muitos buracos na pista, infelizmente. Assim, foi fácil testar como se saiu a suspensão do veículo, que absorve bem os impactos e deixa conforto para quem está dentro do carro.

Voltando a falar do motor, o arranque é excelente, retomada também e o desenvolvimento das marchas garante um desempenho de esportivo. Esse motor equipa as versões mais caras do Polo e Virtus e também o Golf,já gostava muito dele e casou bem no T-Cross. Câmbio é automático, com seis velocidades, função Tiptronic e com trocas imperceptíveis no modo Normal, quer mais esportividade? Coloca no modo Esportivo. Tem também o modo Ecológico e o Individual.


Por dentro da versão mais equipada: bancos em couro com duas cores

O modelo é produzido sobre a Estratégia Modular MQB, que é o mais moderno conceito de produção do Grupo Volkswagen no mundo. Os veículos baseados na Estratégia Modular MQB proporcionam o que há de mais avançado em termos de design, inovação, alta performance e segurança.

O T-Cross se destaca pelo excelente comportamento dinâmico e por oferecer uma cabine espaçosa e confortável e pelos avançados recursos de tecnologia, conectividade e segurança. 


Lindo painel e central multimídia grande garantem conectividade

Essa versão topo de gama oferece itens exclusivos no segmento, como o painel totalmente digital (Active Info Display), seletor de perfil de condução, Controle de Estabilidade (ESC) de série, bloqueio eletrônico do diferencial, Park Assist 3.0, suporte para celular no painel, quatro entradas USB (inclusive para o banco traseiro), iluminação da cabine em LED e acabamento com apliques no painel. Também conta com faróis full-LED, seis air bags, saída de ar-condicionado para o banco traseiro e teto solar panorâmico, entre outros recursos.

O T-Cross mede 4.199 mm de comprimento e 1.568 mm de altura (9 mm mais alto que o T-Cross europeu). A distância entre os eixos do modelo que será produzido no Brasil é maior: 2.651 mm (88 mm a mais do que a distância entre-eixos do T-Cross europeu).

Detalhe do painel virtual e digital

O novo SUV oferece espaço surpreendente na cabine. Um dos elementos responsáveis por isso é a Estratégia Modular MQB – que permite grande flexibilidade de construção graças aos parâmetros variáveis (entre eles, a distância entre-eixos e as bitolas). A posição de dirigir é mais elevada, típica de SUVs, o que colabora para melhorar o espaço interno.

A capacidade do porta-malas do T-Cross é boa, mas fica devendo em relação aos sedans (o volume é variável entre 373 e 420 litros). O encosto rebatível do banco do passageiro dianteiro oferece ainda mais flexibilidade. 

Outro detalhe importante: além de sensores dianteiro e traseiro para estacionamento, o T-Cross também vem  equipado com o sistema “Park Assist 3.0”, que permite o estacionamento autônomo em vagas paralelas e transversais – e agora com a função de freio de manobra.


Traseira é um dos pontos fortes do visual do T-Cross: porta-malas leva até 420 kg

Todas as versões do T-Cross são equipadas com luz de condução diurna (DRL) em LED, integrada ao farol de neblina. Também tem oferta de faróis full-LED para o T-Cross – neste caso, a luz de condução diurna encontra-se na própria carcaça do farol. 

Nas laterais, uma linha característica acentuada divide os espaços. Atrás, ela forma uma seção dos ombros impactante, e assinala na traseira um novo elemento de design da Volkswagen: a faixa de refletores estendida transversalmente na parte traseira e emoldurada por um painel preto. 

Nessa versão, como você pode ver na foto, o T-Cross está equipado com teto solar panorâmico “Sky View” – dois painéis de vidro que abrangem mais da metade da área do teto do carro (a seção dianteira pode ser aberta eletricamente). 

Detalhe do T-Cross na cor laranja, bem esportiva

Para quem gosta de música, como eu, um bacana sistema de som “Beats”, de alta fidelidade sonora, com sete alto-falantes (incluindo um sub woofer no porta-malas) e potência é de 300W RMS.

O T-Cross inclui, opcionalmente, um sistema de Infotainment com tela sensível ao toque (touchscreen) de 8 polegadas e o quadro de instrumentos totalmente digital “Active Info Display” de última geração. 

No Active Info Display, os instrumentos são implementados virtualmente via software. Somente as luzes/ícones na borda inferior do mostrador são instalados em hardware. Informações de navegação podem ser mostradas em 2D ou 3D, em uma tela de 10,25 polegadas, do tamanho de um tablet. Sua resolução de 1.280 x 480 pixels permite gráficos extremamente precisos e de alta qualidade. Por exemplo, o modo de navegação: nesse caso, o velocímetro e conta-giros são deslocados para os lados, a fim de criar mais espaço para o mapa.

As informações sobre as funções de condução, de navegação e de assistência podem ser integradas em áreas gráficas do velocímetro e conta-giros, conforme necessário. Dados exibidos no console central pelo sistema de infotainment, também podem ser exibidas no Painel Digital Programável. 

Unidade na cor branca

Quatro entradas USB (duas na frente, duas atrás) garantem a conexão ideal e energia suficiente para os smartphones. Todas as versões são equipadas de série com o prático suporte para telefone celular localizado no centro do painel, que contará com tomada USB de carregamento rápido. 

O sistema opcional de travamento e partida “Kessy” torna o acesso ao T-Cross mais confortável, enquanto os faróis full-LED proporcionam mais eficiência luminosa e conforto ao motorista.

Assim como o Virtus, o Tiguan Allspace e o Novo Jetta, o T-Cross também é o primeiro modelo em seu segmento no Brasil a oferecer o “Manual Cognitivo” – que usa IBM Watson para responder ao motorista questões sobre o veículo, incluindo informações contidas no manual do carro. Essa solução permite uma nova forma de interagir com o veículo e oferece uma nova experiência tecnológica.

Em relação a segurança, o SUV é um dos veículos mais seguros de sua classe – o que é garantido pela utilização de aços de ultra-alta resistência e conformados a quente, pelos seis airbags (dianteiros, laterais e do tipo “cortina”) e uma gama ampla de sistemas de assistência.

Todas as versões vem equipadas de série com ESC – Controle eletrônico de estabilidade. Esse sistema reconhece um estágio inicial de que uma situação de rodagem crítica está para acontecer. Compara os comandos do motorista com as reações do veículo a esse comando. Se necessário, o sistema reduz o torque do motor e freia uma ou várias rodas até atingir a condição de estabilidade.

Outra imagem do T-Cross na cor laranja

O T-Cross tem configuração dianteira independente tipo McPherson e interdependente na traseira, com eixo de torção. Traz pneus “verdes”, de baixa resistência ao rolamento, que colaboram para a redução no consumo de combustível – sem deixar de lado a performance dinâmica (dirigibilidade e frenagens). Nessa versão testada é a medida 205/55 R17. Essa versão bem equipada do T-Cross está pronto para os rivais Hyundai Creta, Jeep Renegade e Honda HR-V, bem como Ford EcoSport. Faltou apenas uma versão com tração 4×4 integral. Bem que a Volkswagen poderia ter pensado nisso.

Ficha Técnica

Motor: 1.4l, TSI, 4 cilindros, flex

Potência: 150 cv

Torque:  250 Nm

Aceleração 0-100 km/h: 8,7 segundos

Porta-malas: 373/420 litros

Peso: 1.250 kg

Preços: R$ 109.990 a R$ 126 mil

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