
A primeira aparição pública da nova picape Volkswagen Tukan aconteceu durante o anúncio dos jogadores da Seleção Brasileira convocados para a Copa do Mundo 2026. Mesmo camuflada, já dá para ter uma ideia das dimensões do veículo. A Volkswagen do Brasil revelou detalhes importantes do projeto, como a estreia da plataforma MQB em uma picape da marca, o nome do próprio produto estampado diretamente na carroceria e a suspensão traseira com feixe de molas (ANDRÉ MARINHO – JORNALISTA)

A plataforma MQB oferece a flexibilidade necessária para o desenvolvimento de diferentes configurações de veículos a partir de uma mesma base, por meio do ajuste das principais dimensões e da adaptação estrutural para incorporar distintas tecnologias.
No caso da Tukan, foram realizadas evoluções específicas, como a adoção de uma suspensão traseira com eixo rígido e feixe de molas, solução que garante a robustez e a capacidade de carga adequadas às demandas desse tipo de veículo.

Este sistema foi cuidadosamente projetado para garantir uma robustez excepcional, assegurando durabilidade mesmo em condições severas de uso ao absorver eficientemente as irregularidades do terreno, preservando o conforto dos ocupantes e a integridade do veículo, especialmente durante o transporte de cargas ou em trajetos desafiadores.
A Volkswagen Tukan também será o primeiro modelo da marca no País a ter o próprio nome do produto estampado na chapa traseira do veículo, dando mais personalidade ao modelo.

A missão da nova picape é ampla. Além de substituir gradualmente a Saveiro, a Tukan foi desenhada para disputar espaço diretamente com a Fiat Strada, líder consolidada do segmento, e também tentar ocupar faixas hoje exploradas pela Chevrolet Montana e por versões de entrada da Fiat Toro.

O principal detalhe técnico revelado até agora está na suspensão traseira. A Volkswagen abandonará a configuração usada na Saveiro e passará a utilizar eixo rígido com feixe de molas, solução tradicionalmente associada a picapes voltadas para maior resistência estrutural e trabalho pesado.
A mudança aproxima a Tukan da proposta da Fiat Strada, referência comercial do segmento. Enquanto a antiga Saveiro utilizava eixo de torção com molas helicoidais, a nova picape nasce com configuração mais voltada à capacidade de carga e durabilidade em uso severo.
- Plataforma MQB adaptada para picape
- Produção nacional no Paraná
- 76% de nacionalização de peças
- Suspensão traseira com eixo rígido
- Versões híbridas leves previstas
Nas versões de entrada, a expectativa é de utilização do motor 1.0 170 TSI, conjunto que pode entregar até 116 cv e torque de 16,8 kgfm, sempre associado ao câmbio automático de seis marchas.
As versões superiores devem utilizar motor 1.5 turbo flex associado a sistema híbrido-leve de 48V. A solução já começou a aparecer em projetos nacionais de outras montadoras e virou uma alternativa para reduzir consumo e emissões sem elevar drasticamente os custos de produção.




