
Test drive durante seis dias a bordo do Novo Nissan Kait na versão Exclusive. O que o SUV compacto tem de diferente dos rivais e do Kicks Play anterior? O modelo que testei é o topo de gama e custa R$ 152.990, mas o carro tem seis versões, com preços a partir de R$ 117.990. Explico tudo aqui, vem comigo (ANDRÉ MARINHO – JORNALISTA)


Vamos começar falando da ficha técnica: o motor é o já aprovado, confiável e econômico 1.6l, flex, aspirado. Potência 110 cv com gasolina e 113 cv com etanol, câmbio CVT. Há quem gosto e quem não goste. Eu gostei e acho que ele vai bem para o que se propõe, tendo em vista relação peso/potência (10 kg/cv) e torque 14,9 kgf.m (gasolina) / 15,2 kgf.m (etanol).

Com base na antiga plataforma V e utilizando o mesmo conjunto motriz do Kicks anterior (motor 1.6 aspirado e câmbio CVT), o Kait pode até parecer um carro reestilizado, mas ele é muito mais que isso.
As mudanças no design, tecnologia, segurança, na calibração de suspensão e a nova proposta dinâmica mostram que a Nissan caprichou em vários aspectos.

Vamos de visual primeiro. A dianteira do Kait Exclusive lembra demais a de carros elétricos. Ele passa a impressão de modernidade, robustez e fluidez no design frontal. A traseira tem harmonia com a frente e a lateral, formando um todo que agrada muito já no primeiro olhar.


Internamente, o painel central tem desenho atualizado e o quadro de instrumentos é digital e tem sete polegadas, intuitivo e fácil de usar. Foram mantidos os bancos dianteiros de anatomia excepcional denominada de gravidade zero. Esses mantêm as regiões pélvica e lombar na posição correta e evitam desconforto ao permanecer mais tempo no veículo

Os apoios de cabeça foram desenvolvidos para diminuir movimentação de pescoço e cabeça em caso de acidente. O Nissan Kait Exclusive tem muitos itens de segurança: frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, alerta de mudança de faixa com assistente, controle de velocidade adaptativo.
São seis airbags. Cintos traseiros também têm dispositivo que retém previamente o corpo dos ocupantes e efeito antissubmarino do assoalho evita que deslizem sob o cinto de segurança em acidente.

A tela tátil do sistema multimídia é de nove polegadas e há três portas USB, sendo duas aos ocupantes de trás. A câmera de 360 graus ajuda em manobras e o diâmetro de giro pequeno (10,2 metros) exige menos esforço ao manobrar em espaço reduzido. Acesso é sem fio para Android e Apple.
Porta-malas é um dos pontos altos do Kait e virou argumento de venda e de sua publicidade. Tem 432 litros de capacidade e comporta bagagem sem arrumação. O assoalho fica um pouco abaixo da extremidade da tampa, o que requer mais esforço e posição um pouco inadequada na colocação e retirada de bagagem pesada. O ideal é estar alinhado com ela.
O câmbio CVT casa bem com o motor e simula sete marchas. O modo L pode ser usado em descida como freio-motor e poupar os bons freios físicos e na arrancada em aclive. Consumo médio divulgado pelo Inmetro: de 11,3 km/l (cidade) e 13,7 km/l (estrada) com gasolina. No etanol, as médias são de 7,8 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada, com tanque de 41 litros

O Nissan Kait Exclusive tem preço sugerido de R$ 152.990 na versão Exclusive, a topo de linha. Pintura metálica custa R$ 2 mil. É equipada com muitos itens de conforto, conveniência e segurança.
Nessa versão Exclusive o SUV conta com o pacote Nissan Safety Shield, que inclui recursos avançados de assistência à condução, como:
✔️ Assistente de permanência em faixa (LDP)
✔️ Frenagem automática de emergência com detecção de pedestres (P-FEB)
✔️ Monitoramento de pontos cegos
✔️ Câmera 360º
O porta-malas de 432 litros é um dos destaques da categoria, e a gama conta com seis versões, com preços entre R$ 118 mil e R$ 153 mil, incluindo opção para PCD.
O teste de seis dias foi de circulação urbana, em Fortaleza, em situações de cotidiano. Além de ruas e estradas da cidade, peguei também a BR 116 para testes de aceleração, retomada e frenagem – o Kait me passou muita segurança e estabilidade.

Um SUV compacto que tem rivais com o Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian, mas que se sai muito bem se comparado aos concorrentes, o que faz com que o consumidor deva fazer sim um test drive para avaliar a melhor opção.
FICHA TÉCNICA
- Motor
Dianteiro, transversal, de quatro cilindros em linha, 1.598 cm³ de cilindrada, 16 válvulas, flex de 113 cv (etanol) e 110 cv (gasolina) de potências máximas a 5.600 rpm e torques máximos de 15,2 kgfm (e) 14,9 kgfm (g) a 4.000 rpm - Transmissão
Tração dianteira e câmbio CVT com sete marchas simuladas - Direção
Tipo pinhão e cremalheira com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,2 metros - Freios
Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira; ESP (controle de estabilidade de tração) e HSA (assistente de partida em rampa), - Suspensão
Dianteira, independente, com barra estabilizadora, do tipo McPherson; traseira, eixo de torção; altura do solo, 20 centímetros; ângulos de ataque/saída (graus), 19/28 - Rodas/pneus
7×17”de liga leve /205/55R17 - Peso
1.157 kg - Carga útil (passageiros+ bagagem)
395 kg - Dimensões (metro)
Comprimento, 4,30; largura, 1,760; altura, 1,611; distância entre-eixos, 2,62 - Capacidades (litro)
Porta-malas, 432; tanque, 41 - Desempenho
Velocidade máxima, (e)/(g) não informado; aceleração até 100km/h, não informado - Consumo (km/l)
Urbano, 7,8 (e) e 11,3 (g); estrada, 11,8 (e) e 13,7 (g)




