
A marca chinesa GWM (Great Wall Motors) terá sua segunda fábrica no Brasil. O investimento inicial é estimado em R$ 340 milhões. Ela assinou um termo de compromisso para instalar uma fábrica no Espírito Santo, em Aracruz, norte daquele estado; veja os detalhes (ANDRÉ MARINHO – JORNALISTA)

O acordo foi formalizado na China entre o vice-governador Ricardo Ferraço e Jack Wei, fundador e chairman da GWM, com participação do governador Renato Casagrande por videoconferência. Na prática, o Espírito Santo entra no mapa da indústria automotiva — superando Paraná e Santa Catarina na disputa pela segunda fábrica da montadora no país.



Hoje, a GWM já opera uma fábrica em Iracemápolis (SP), inaugurada em 2025, com capacidade para 50 mil veículos por ano. Atualmente, a operação fabril da gigante chinesa está concentrada no interior de São Paulo e por lá a marca chinesa deu início em agosto de 2025 a produção local de três modelos à venda no Brasil, os SUVs Haval H6 e H9, além da picape média Poer P30.

Agora, o plano é outro: expandir volume, reduzir custos e produzir modelos mais acessíveis no Brasil.
O investimento não é pequeno. A GWM vai aportar R$ 10 bilhões no país até 2032 — sendo R$ 4 bilhões até 2026 e outros R$ 6 bilhões na fase seguinte.
Os números explicam a confiança. Em 2025, a montadora vendeu 42.785 veículos no Brasil, superando a própria meta em 22% e crescendo 46% em relação ao ano anterior.

A comitiva chinesa já sobrevoou áreas em Aracruz, no norte do Espírito Santo. A região não foi escolhida ao acaso, ela reúne o “check-list” perfeito para qualquer montadora global como a presença de três portos e acesso facilitado a aeroportos.
Além disso, a cidade é cortada pela BR-101 e integrada ao polo ParklogBR/ES, que usufrui de benefícios fiscais da Sudene, que reduzem drasticamente o custo de operação.

A GWM está presente em mais de 170 países e vendeu 1,2 milhão de veículos globalmente apenas nos primeiros 11 meses de 2025 — seu melhor desempenho histórico para o período.
O recado está bem evidente: a indústria automotiva chinesa não está testando o Brasil. Está se consolidando por aqui.




